Mulheres na música: as power girls da atualidade

Foto Divulgação

Mulheres na música sempre as houve, no entanto nem sempre estiveram empoderadas. Nos últimos tempos, felizmente, surgiu uma onda de artistas que têm mostrado o verdadeiro potencial na voz que transportam.

Além desse talento vocal, são também a voz de milhares que, através da música, se conseguem manifestar e sentir respeitadas. Trazemos então um conjunto de artistas que têm dignificado o girl power na música:

Jorja Smith

Com apenas 21 anos, a britânica agarrou o panorama musical como ninguém. Lançou o seu álbum de estreia, Lost & Found, este ano e já colaborou com Kali Uchis e Kendrick Lamar. Desde miúda que tem uma predisposição natural para a música e nada tem a temer quando solta as cordas vocais. Faz da voz o seu porto seguro e tanto nos abala com o seu lado angélico como o seu lado mais arrepiante. De qualquer maneira, Jorja Smith caiu do céu para tomar de assalto o mundo. O disco puxa vários géneros musicais, no entanto o R&B é onde está mais à vontade. É uma jornada de montanha-russa, mas envolvemo-nos de alma e coração do início ao fim num tumulto de emoções.

SZA

Aos 27 anos, SZA (ou Solána, para os amigos) trocou as voltas ao soul e ao R&B. Outra “power girl”, outra “power voice” que nos prende numa névoa de estilos difusos que oscilam entre o rap e o chillwave. Na verdade, ninguém consegue definir a artista apesar de ela estar em todo o lado e em lado nenhum ao mesmo tempo. Ctrl (2017), o álbum de estreia, lançou-a de vez para o estrelato e tem origem numa cumplicidade entre o trap, o hip-hop e o soul. A sua música é o espelho da sua feminilidade, auto-estima e poder enquanto artista. A dinastia SZA veio para ficar.

Sevdaliza

Se estamos a falar de música “genre-defying”, é impossível não mencionar o trabalho de Sevdaliza. A artista iraniana ainda não alcançou o sucesso astronómico, mas pouco faltará para tal. Lançou um EP este ano intitulado de The Calling. Numa mistura de eletrónica bem produzida e uma voz totalmente despida, Sevdaliza mostra-se nua e crua. Reflexões sobre identidade e sobre ser mulher são o prato do dia. Apesar de comparações poderem ser feitas com Björk, a verdade é que o estilo que a iraniana busca não foge à experimentação da mítica islandesa.

Kali Uchis

A colombiana-americana tem dado cartaz desde que o radar deu conta dela. Lançou o seu álbum de estreia, Isolation, em 2018. Apesar da tenra idade já está associada a nomes como Tyler, The Creator, Kevin Parker e Damon Albarn. Com um disco e estilo musical tão coeso, o que é raro dado o estádio da sua carreira, vai ser um nome a fixar no panorama R&B. É exuberante sem descurar a sobriedade da música, notória sem perder o mistério. Kali Uchis tem o holofote em si e o mundo de ouvidos e coração abertos.

FKA Twigs

Na mesma linha de Sevdaliza surge FKA Twigs. Ainda que a quebrar barreiras de género, a britânica está mais que estabelecida no panorama musical. Tem apenas um disco, LP1, no entanto já lançou mais EPs. A aura misteriosa que ronda a música de Twigs é uma das razões pelas quais ficamos tão amarrados a ela. A atmosfera arrojada e a extravagância sonora relevam o misticismo gerado à volta da artista. A deusa pop é uma tempestade num copo de água e, com todo o respeito, sabe como fazer estremecer quem a ouve e ainda largá-los no abismo do enigma que é a sua música.

Fonte Espalha Factos

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